Comportamento e Relacionamento

Ela era catadora de latinha e se tornou a primeira mulher negra e latina a chegar ao topo do Everest

Aretha Duarte cresceu na periferia de Campinas (SP) e sempre encontrou maneiras para superar as dificuldades e conquistar seus objetivos

primeira mulher negra e latina a chegar ao topo do Everest

A brasileira Aretha Duarte se tornou a primeira mulher negra e latina a chegar ao topo do Everest. Ela cresceu no bairro de Jardim Capivari, na periferia de Campinas (SP), e era catadora de latinha.

Aretha começou a trabalhar aos 10 anos vendendo chocolate e bala na escola para ajudar sua família. Mais ou menos nesta época, ela viu as latinhas que se acumulavam no lixo e decidiu catar e vender material reciclável para conseguir comprar os patins que tanto queria.

“Muitas vezes, quando meus pais não podiam comprar algo que eu desejava, eu me inspirava na força de trabalho deles. E parti para a reciclagem, catando latinhas de alumínio, para alcançar os recursos de que necessitava”, comentou em entrevista ao portal “Razões para Acreditar”.

Com sua força de ir sempre mais longe, Aretha se tornou a primeira da família a passar no vestibular e estudou educação física. Durante a faculdade, ela descobriu seu amor por montanhismo em uma palestra. Logo seu amor virou profissão e Aretha se aproximou da empresa de trekking, que realizava o evento, para fazer cursos e aprendeu as técnicas do montanhismo.

Ela virou vendedora da empresa e, em seguida, se tornou assistente de guia até, finalmente, virar guia especializada em altas montanhas. Com sua profissão, ela acompanhou grupos pelas montanhas de Nepal, Rússia, Tanzânia.

Em 2019, ela viu a foto do Everest por meio um colega de trabalho e ali decidiu que chegaria ao topo. “Era uma parte do Everest chamada Vale do Silêncio. Eu achei linda e pensei: ‘um dia, estarei lá’. Decidi que minha próxima ida ao Nepal seria para tentar chegar ao topo da montanha”, conta.

No entanto, a aventura custava cerca de R$ 400 mil. Foi então que Aretha decidiu voltar a sua infância e recolher resíduos para reciclagem. Ela passou 11 meses fazendo o trabalho de recolher resíduos para reciclagem e conseguiu, com ajuda de parentes e amigos, recolher quase 500 kg de material reciclável por dia.

O dinheiro ainda não era o suficiente, mas ela buscou outras alternativas: financiamento coletivo, patrocinadores e até foi em um jogo no programa do apresentador Luciano Huck para juntar mais dinheiro. Em abril de 2021, Aretha conseguiu juntar tood o dinheiro e embarcou para o Nepal. “Eu senti que estava representando muito mais do que uma mulher negra, muito mais do que a Aretha. Eu representava toda a minha família, toda a periferia”, lembra ela.

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