Comportamento e Relacionamento

Ela sonhou que encontrava o amor da sua vida em Los Angeles e decidiu ir em busca dele

A escritora se sentia sozinha e decidiu rezar todos os dias para encontrar seu amor. Até que um dia sonhou que encontrava seu grande amor, mas ele dizia que estava em Los Angeles e ela foi em busca dele

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Chris Linnares, ficou conhecida por escrever o livro Divas no divã, que abordava em sátira como algumas mulheres achavam que só seriam felizes encontrando um grande amor. Sua carreira profissional decolou, mas aos 28 anos ela se deu conta de sua própria contradição. Por muita tempo, ela acreditou não precisava de um amor para ser feliz, mas começou a se sentir sozinha.

Em seu relato, publicado na revista Marie Claire, ela revela que decidiu rezar todos os dias para encontrar um amor até que um dia sonhou com ele. “Uma noite, sonhei que estava em uma praia e tinha um homem caminhado ao meu lado, descalço. Não conseguia ver o rosto dele, mas podia ouvir sua voz. Ele dizia: ‘Eu te amo e estou te esperando, mas estou em Los Angeles’. Acordei no meio da noite e pensei: ‘Gente, é o sinal! Meu marido está nos Estados Unidos!’. Não consegui dormir mais. Ao mesmo tempo em que estava excitada, sentia também uma paz, uma calma. Não foi um sonho normal. Eu sentia que era mesmo uma revelação, uma intuição”, conta.

Ela também revela que ficou com vergonha de contar que sentia que deveria mudar de país para encontrar o amor da sua vida. “O mais curioso é que eu estava me programando para fazer um curso fora do país e estava na dúvida entre Los Angeles e Barcelona, na Espanha. O sonho trouxe a resposta. Liguei para uma amiga que mora lá e contei a história. Ela riu e perguntou se eu era louca. Falou que a metade dos homens lá era gay e a outra metade era feita de atores fracassados e desempregados. Era uma brincadeira, claro. Não dei bola. Decidi que iria fazer um curso sobre a questão feminina na Universidade da Califórnia. Fui morar em um apartamento em Beverly Hills”.

A chegada em Los Angeles

Três meses morando na cidade, que seu sonho havia relevado, e nada de encontrar o amor de sua vida. Até que um dia, a escritora foi convidada para uma festa. “Quando cheguei à festa, percebi que não conhecia ninguém além da minha amiga. Em um determinado momento, vi uma senhora de uns 60 anos conversando e rindo com umas pessoas. Fui ao banheiro lavar as mãos e senti que deveria me aproximar dela, achava que poderia mudar minha vida, mas não com relação ao marido que eu esperava. Não sei exatamente o que me deu, só sei que senti que precisava conhecer aquela mulher”.

Chris decidiu deixar a vergonha de lado e se apresentar. “Fui até ela e me apresentei. Ela disse que se chamava Meg, que era produtora de cinema e perguntou o que eu estava fazendo lá. Respondi a verdade. Falei que tinha tido um sonho e que nele meu marido me dizia que eu tinha de ir para Los Angeles. Ela se virou para mim e disse: ‘Pois eu conheço seu futuro marido. Ele é meu sócio, chama-se Billy Black e vamos ligar para ele agora’. Ela ligou, me passou o telefone e caiu na caixa postal. Ela disse para eu deixar recado e foi o que fiz. ‘Oi, eu sou a Chris e, de acordo com sua amiga, sou também sua futura mulher. Então vem me visitar.’ Dei risada no final da ligação. Fiz para brincar. Na conversa, falei para ela que tinha traduzido meu livro para o inglês e gostaria da opinião dela”.

Os dois se encontraram, mas o encontro não foi nada do que ambos esperavam. “Começamos a conversar. Meg me pediu que falasse sobre mim. Desatei a falar da minha carreira, formação, deixei os dois a par de toda minha vida profissional. Fui ao banheiro e Billy disse para Meg: ‘Ela é linda, tem uma energia incrível, mas só fala da carreira e estou cansado de mulheres assim’. Nos despedimos e ele disse que gostaria de ler meu livro. Mandei por e-mail e durante dois meses trocamos mensagens. A primeira que ele mandou me surpreendeu, pois era profunda. Ele se mostrou inteligente, sensível e com senso de humor”, conta a escritora.

A confirmação da vidente

Já com trabalhos encaminhados, Chris decidiu que voltaria ao Brasil. Só que antes teve uma conversa com Meg, a senhora que conheceu na festa. “Quando estávamos conversando, falei que estava impressionada com a quantidade de placas de videntes que havia em Los Angeles. Na mesma hora ele me disse para irmos visitar uma. Fomos todos dar uma volta e paramos no primeiro anúncio que encontramos. Entrei sozinha para falar com a mulher. Logo que ela me viu, perguntou quem era Billy. Respondi que era um amigo. Ela disse: ‘Não, não é seu amigo, é seu marido. Você vai se casar com ele e vai morar neste país em seis meses’. Tive um acesso de riso. Ele entrou depois”.

Billy também passou pela médium e o resultado foi pedir a escritora para um encontro a dois. “O Billy saiu da sala quieto. Perguntei em tom de brincadeira: ‘O que foi? Sou a sua mulher, pode falar. Não foi o que ela disse?’. Ele riu e perguntou: ‘Ela te falou isso também? Então acho que a gente tem de sair num encontro a sós. Quer jantar comigo?’ Na noite seguinte, tivemos nosso primeiro encontro de verdade. Fomos a um restaurante francês. Dessa vez me preparei de forma diferente, coloquei um vestido branco, bonito. Nos encontramos às 19h, jantamos e voltamos para minha casa onde bebemos vinho e ficamos conversando até às 7h da manhã. No meio da noite rolou um beijo, mas não transamos. Estava determinada a fazer isso quando sentisse algo forte por ele”.

Os dois voltaram a se encontrar. “Na véspera da viagem, estava em um restaurante e ele me ligou. Perguntou como eu estava e onde. Falei. Em 20 minutos ele apareceu na minha frente. Billy entrou em um avião e deixou o festival para ficar comigo. Quase desmaiei”.

Os dois se encontraram e passaram momentos incríveis. Chris voltou para o Brasil. “Voltei para o Brasil e duas semanas depois ele veio me visitar de surpresa”. Os momentos juntos eram incríveis e ela revelou o sonho para ele.

“Depois da nossa primeira vez, parece que nos unimos ainda mais. Quando Billy foi embora, no aeroporto, me disse: ‘Eu te amo. Nunca disse isso tão rápido para uma mulher. Sinto que você é a mulher da minha vida’. Em maio foi a minha vez de ir para os Estados Unidos, visitá-lo. Ele já tinha vindo três vezes para o Brasil, numa delas ficou só o fim de semana. Mal saí do desembarque e o vi segurando um buquê com girassóis, que eu amo. Quando cheguei perto, ele me mostrou uma aliança de noivado. Billy se ajoelhou no chão e me perguntou: ‘Quer casar comigo?’ As pessoas pararam para olhar a cena. Eu disse: ‘Eu aceito’”, conta a escritora.

Os dois se casaram no Brasil quando ela estava grávida do primeiro filho do casal. “Nossa parceria como marido e mulher se ampliou. Somos sócios em uma empresa que produz filmes, DVDs e livros. Produzimos o documentário Beautiful women of North Dakota (‘As mulheres bonitas da Dakota do Norte’, em português), que conta histórias de 22 mulheres incríveis, como a de uma dona-de-casa sem grana que criou uma ONG para construir um orfanato no Sudão para crianças que perderam os pais na guerra. Queremos, juntos, trazer alguma luz ao mundo ao nosso redor”.

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