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Claudia Raia: “O homem, quando envelhece, fica charmoso. E a gente, pode jogar fora?”

Em entrevista, a atriz Claudia Raia falou sobre experiencia aos 54 anos e sobre a luta contra “velhofobia”

Aos 54 anos, a atriz Claudia Raia diz que se sente muito melhor do que quando era mais nova. “Hoje me olho em uma foto de 25 anos atrás e penso que melhorei muito. Eu fui me conhecendo, sei o que fica bom em mim, como eu quero me ver, não o que os outros dizem que tem que ser. Acho um erro querer aparentar uma idade que não se tem mais”, disse em entrevista ao Universa.

A atriz vem atuando muito, nas redes sociais, contra o preconceito contra pessoas mais velhas, com enfoque ainda maior em relação as mulheres. “Para nós, por muito tempo, foi assim: chegava aos 40, 50 anos, te jogavam no buraco. Aí ressurgia aos 80 como vovó fofa. O homem, quando envelhece, fica charmoso. E a gente, pode jogar fora? Isso é cruel. Mas, de uns tempos para cá, vejo que estamos começando a questionar mais esse preconceito. Existem outras belezas, outros caminhos para percorrermos.”

Ela conta que começou a pensar sobre esta luta ainda jovem. “Não permitia que falassem na minha frente: “Estou velha”. Sempre foi uma luta. Achava um desrespeito falar de uma mulher assim. O homem fica charmoso e a mulher pode jogar fora? É cruel. De uns quatro ou cinco anos para cá, resolvi levantar essa bandeira. O Brasil está atrasadíssimo nessa discussão. Agora que começou a entrar no assunto da velhofobia”, explica.

“Eu levanto a bandeira do ageless [”sem idade”]. Agora que está se falando mais de etarismo, velhofobia. Ainda assim, parece que as pessoas velhas não existem. A mulher, se passou dos 40 anos, está passada. O que noto, no alto dos meus 54 anos, é que somos mais preparadas em relação à saúde do que os homens, somos munidas de informação sobre menstruação, depois gestação, amamentação. Mas acabou essa parte reprodutiva, você morre. Não se fala sobre menopausa. É um “você que se f***”. Também há assuntos muito importantes como feminicídio e violência doméstica. A mulher que sofre violência, por exemplo, muitas vezes nem sabe que é um problema, acha que amanhã a agressividade do marido passa. Precisamos tocar mais nesse assunto”, disse.

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