Sexualidade

Sexualidade fluida é diferente se bissexualidade? Vem entender o que significam os termos

É comum confundir algumas nomenclaturas, mas vamos te explicar tudo aqui

Sexualidade fluida é diferente se bissexualidade? Vem entender o que significam os termos

Se deparar com novos termos sobre sexualidade tem sido cada vez mais comuns. Estamos em uma busca constante de identificação sobre todas as nuances que existem na sigla LGBTQIAPN+ e é normal se confundir algumas definições.

Assim como existem tantas sexualidades quanto existem pessoas no mundo, novas palavras surgem todos os dias e é preciso ter respeito com todas elas, ainda que muitas duvidas possam surgir.

No que tange às orientações sexuais, um dos termos que tem ganhado visibilidade e ainda gera muitas dúvidas é a sexualidade fluida, que esteve sob os holofotes por conta de declarações de artistas como Alanis Guilen e Vitão.

De acordo com o terapeuta sexual André Almeida, em uma entrevista concedido ao site Metrópoles, a fluidez sexual é um termo alcunhado por Lisa Diamond para designar uma mudança natural, ao longo da vida dos indivíduos, de orientação, desejo, expressão sexual e identidade. Essa fluidez acontece como parte da complexidade do que é a sexualidade, dado que ela é um produto de fatores fisiológicos e experienciais.

“Assim como acontece com outros aspectos da nossa personalidade, vivenciar coisas novas, se expor a novas culturas, aprender a apreciar novas estéticas e belezas e descobrir novas identidades que lhes vistam melhor podem levar um indivíduo a mudar — em menor ou maior grau e de forma natural — sua percepção acerca da própria orientação e identidade”, explica.

André elucida que é comum vivenciar esse tipo de questão ao longo da vida, uma vez que todos estão em constante mudança em nível fisiológico e experimental. Além disso, ele destaca o fato de que a sexualidade é uma estrutura complexa. Qualquer tentativa de reduzi-la e determiná-la pode ser uma empreitada falida.

“As pessoas descobrem, todos os dias, novas formas de expressão que melhor comportem sua subjetividade. Dessa forma, há pessoas que irão vivenciar maior fluidez e outras que vão passar por uma maior ‘estabilidade’. É importante que aprendamos a conviver com as mudanças. Tudo é válido”, pontua.

A fluidez é NATURAL

Em uma sociedade extremamente normativa que, muitas vezes, chega a tratar diferentes orientações de forma patológica (como se fossem doenças ou desvios), o psicólogo faz questão de ressaltar: uma possível mudança de sexualidade, dentro da fluidez e da subjetividade na qual ela está englobada, acontece de forma natural e espontânea, podendo ser em maior ou menor grau ou nem mesmo acontecer.

“Há muitos estigmas em cima do conceito da fluidez sexual. Há pessoas que o utilizam para justificar movimentos de ‘curas’ e ‘tratamentos’ que têm por objetivo “retificar” orientações, encaixando-as no que foi atribuído enquanto saudável (lê-se heterossexual e cisgênero)”, diz.

Segundo Almeida, por conta disso, muitos movimentos LGBTQIA+ passaram a trazer uma visão da sexualidade de uma forma mais determinística como uma resposta válida para ratificar sua existência, a naturalidade de suas vivências e, acima de tudo, ir de encontro com ideias que ameaçavam sua própria liberdade sexual e seu modo de ser no mundo.

Fluidez sexual não é bissexualidade

Por fim, uma confusão que muitas pessoas fazem é confundir a sexualidade fluida com orientações, como a bissexualidade. É importante entender que tratam-se de coisas diferentes.

“A fluidez sexual pode ser experienciada por qualquer indivíduo dentro de qualquer orientação ou identidade. A bissexualidade, por outro lado, é uma orientação. Existem pessoas bissexuais que podem experienciar uma fluidez sexual. Outras, não necessariamente”, conclui.

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