Sexualidade

Sexóloga compartilha dicas para melhorar a vida sexual durante a menopausa

A menopausa e o envelhecimento trazem mudanças e, se queremos nos divertir sexualmente, precisamos nos entender

Sexóloga compartilha dicas para melhorar a vida sexual durante a menopausa

Muitas mulheres ainda acreditam (erroneamente) que a idade irá afastá-la do prazer sexual, principalmente após a menopausa. Este é um momento de transformação do corpo da mulher e é preciso entender essas mudanças.

Pensando em esclarecer alguns mistérios que envolvem a menopausa e a vida sexual das mulheres, a sexóloga irlandesa, Emily Power-Smith compartilhou em sua coluna no site RSVP algumas dicas que realmente irmão mudar sua visão sobre o assunto e, consequentemente, a sua vida.

“Eu sou sexualmente positiva, o que significa que minha preocupação é que as pessoas estejam seguras, totalmente consentidas e se divertindo – não se trata de idade, peso, identificação de gênero, habilidade, saúde, torção e assim por diante”, explica a profissional.

Bem-estar sexual

A abordagem de Emily é baseada no prazer. Para ela, é importante saber o que dá prazer e como podemos construir uma vida sexual que te satisfaça e te excita. O prazer pode ser experimentado com ou sem roupas, com ou sem excitação sexual ou orgasmo. Compartilhar prazer com outra pessoa de forma não sexual muitas vezes pode nos ajudar a nos sentir mais abertos ao jogo sexual.

Esta coluna não vai exigir que os leitores pulem na cama e comecem a fazer coisas que não gostam. Não vai aconselhá-lo a apenas tomar um copo de vinho e seguir em frente. Você não vai ler que o prazer do seu parceiro é sua responsabilidade e vice-versa. Você não receberá “Cinco novas posições para aquecer sua noite dos namorados” que fariam os olhos de um ginasta olímpico lacrimejarem.

Emily explica que a menopausa e o envelhecimento trazem mudanças ao nosso corpo, aos nossos desejos, aos nossos interesses, à nossa energia e ao nosso bem-estar. Se queremos nos divertir sexualmente, precisamos nos entender, confiar em nós mesmas e estar abertas a alguns ajustes.

“A menopausa traz flutuações na libido, capacidade de excitação e capacidade de orgasmo. Se não ajustarmos nossas práticas e crenças sexuais e confiarmos em antigos favoritos da pré-menopausa, é provável que percamos o interesse”, explica a sexóloga.

Ela comenta ainda que é comum as mulheres sentirem que são o problema porque não querem mais se envolver em práticas que as deixam frias. “Eu digo que isso é normal e saudável: por que você deseja algo que você não gosta? O problema não está na mulher, mas nas práticas. Isso vale tanto para o sexo com parceiro quanto para o sexo solo. Sou uma grande fã do amor próprio em todas as suas formas, especialmente quando traz orgasmos fabulosos”, completa.

Espaço para melhorar

A sexóloga encara o seu trabalho como uma forma de informar as pessoas com útero sobre as realidades da menopausa e o que elas podem fazer para melhorar as coisas. Sua abordagem é baseada no prazer, autoaceitação e amor próprio.

“Em um momento de nossas vidas em que muitas vezes podemos nos sentir exaustas, esquecidas, o que precisamos é de bondade, amor e prazer. Com certeza não precisamos de outra tarefa para adicionar à nossa lista interminável. Quando não estamos focados nas várias maneiras de compartilhar prazer, é assim que os encontros sexuais podem ser. Sentir prazer raramente é experimentado como uma tarefa árdua”, afirma.

É preciso esforço

Enquanto todos estamos vivendo mais, há uma expectativa de que nossa vida sexual sobreviva sem esforço. No entanto, a verdade é que desfrutar de nosso eu sexual após a menopausa é uma escolha que precisa ser trabalhada, segundo Emily.

“Nossos corpos e mentes precisam de coisas diferentes à medida que envelhecemos. Isso vale para exercícios, descanso, dieta, aventura, amizades, interesses, amantes e práticas sexuais sozinhos ou com outras pessoas. O prazer é a chave. Como nossas vidas sexuais são afetadas por nossas vidas em geral, muitas vezes temos que abordar nossos níveis de energia, expectativas, relacionamentos, crenças e bem-estar geral”, finaliza.

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