Saúde e Bem-estar

Adenomiose X endometriose: entenda a diferença entre as duas condições

Ambas atingem o corpo feminino

Mesmo com muitas mulheres já sofrendo do problema da endometriose, esse é um dos assuntos que ainda é desconhecido e até um tabu para muitas pessoas, já que não é de tão fácil diagnóstico assim. Além de ter o revestimento do útero crescendo em outros lugares, como os ovários e as trompas de falópio, outros sintomas como fadiga, dor menstrual aguda, dor durante o sexo e problemas na bexiga, a endometriose pode ainda ser confundida com outra questão: a adenomiose, uma condição com sintomas semelhantes, mas que afeta menos pessoas em idade reprodutiva.

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“A adenomiose é uma condição inflamatória crônica dependente de estrogênio que pode afetar mulheres e mulheres designadas ao nascimento (AFAB) em qualquer idade, e é mais comum na segunda metade da fase reprodutiva (final dos 30, 40 e 50 anos)”, contou uma ginecologista especialista. “Na adenomiose, parte do revestimento (endométrio) do útero (útero) que se desprende a cada mês se enterra profundamente na parede muscular (miométrio) do útero e continua a crescer e sangrar a cada mês. mês, alargando o útero.”

Quanto ao que causa a adenomiose, o especialista diz: “As razões para o desenvolvimento de adenomiose não são totalmente claras, mas alguns dos fatores de risco incluem cesarianas e tratamento anterior ao revestimento do útero, como tratamento de miomas e parto”.

Alguns sintomas como anemia, relação dolorosa, baixo teor de ferro, útero aumentado, dor pélvica crônica, cansaço, fadiga e períodos menstruais pesados e dolorosos são próprios da adenomiose, mas esse não é uma ameaça à vida ou algo cancerígeno, mesmo assim podendo prejudicar a qualidade de vida de uma pessoa.

Entre as diferenças principais entre a adenomiose e a endometriose, a adenomiose afeta mulheres mais velhas, e a endometriose afeta mulheres mais jovens. Além disso, “a endometriose é definida como a deposição de tecido fora do útero (mesmo em locais como uma ferida ou nos pulmões) e tem um efeito mais prejudicial na fertilidade”, acrescenta a especialista.

Existem tratamentos específicos que podem ajudar, como a pílula combinada, ou até a remoção do útero, que é uma operação importante não isenta de riscos, precisando também considerar as opções com seu médico antes de qualquer coisa.

Além disso, alterações no estilo de vida também ajudam, como comer mais alimentos vegetais integrais, perder peso quando indicado, tratar o sono, controlar o estresse, fazer exercícios e evitar álcool e fumo, além de normalizar os níveis hormonais e reduzir a inflamação. Vale consultar seu médico e fazer exames de rotina para ver se não tem nada de errado, viu?

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Aviso

Este texto é de caráter meramente informativo e não tem a intenção de fornecer diagnósticos nem soluções para problemas médicos ou psicológicos. Em caso de dúvida, consulte um especialista antes de começar qualquer tipo de tratamento.

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