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Mulher com 70% do corpo queimado por companheiro morre após não conseguir vaga no hospital

Ela esperou 18 dias e não resistiu

Mulher com 70% do corpo queimado por companheiro morre após não conseguir vaga no hospital
Mulher com 70% do corpo queimado por companheiro morre após não conseguir vaga no hospital (Reprodução: G1)

A mulher chamada Elisângela Custódio, que teve 70% do seu corpo queimado por um companheiro em Alfenas, Sul de Minas Gerais, faleceu no dia 31 de maio, quarta-feira, no Hospital João XXIII em Belo Horizonte (MG). A vítima estava internada em estado grave em Alfenas, no Hospital Alzira Velano, mas aguardou 18 dias para conseguir uma vaga no Hospital João XXIII, local de referência para acidentes e queimaduras na capital mineira.

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Somente depois de quase três semanas Elisângela conseguiu a vaga, onde ficou internada por três dias, mas não resistiu, chegando a falecer na manhã da última quarta-feira. A vítima estava com 70% do seu corpo queimado depois que o companheiro jogou combustível em todo o seu corpo e ateou fogo, em uma casa que fica no Bairro Vista Alegre, em Alfenas, onde o casal morava com seus filhos.

“Foram à rua, começaram a ouvir vizinhos, parentes e acionaram a perícia para ir no local e o perito constatou que não condizia o que ele analisou com o que o proprietário falou. Que seria um acidente de explosão de carregador com álcool e inseticida. Havia um forte cheiro de gasolina no ambiente e as queimaduras da vítima eram extensas demais para ser uma simples explosão, tanto que o carregador estava intacto, incluindo o funcionamento, quando dele apreendeu”, disse o delegado em entrevista ao G1.

Fontes dizem que tudo começou com um surto psicótico, e o homem de 38 anos que ateou fogo na companheira foi preso de forma preventiva pela Polícia Civil 6 dias após o crime, enquanto seguem as investigações. O homem alega, em depoimento, que tudo aconteceu por conta de um acidente doméstico, mas após ser socorrido para atendimento, o homem chegou a abandonar o hospital e voltou para o local do crime.

“O marido foi comprar gasolina, há imagens dele chegando com galão de gasolina em casa, o frentista foi ouvido e confirmou que ele foi comprar, o autor foi à delegacia, foi ouvido também, confessou que comprou gasolina, mas manteve a história que foi um acidente doméstico, que não usou a gasolina para incendiar a esposa”, disse o delegado, Márcio Bijalon, para o G1.

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Nas investigações, os peritos ainda identificaram alguns indícios de mudanças no local do crime, que podem ter sido feitas nessa volta onde o homem chegou ao local para tentar encobrir algo.

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