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Casos de varíola de macaco preocupa autoridades mundiais; veja como se proteger

Cerca de 37 casos já foram confirmados na Europa

Uma nova doença tem preocupado autoridades de saúde de todo o mundo. Depois do surgimento de uma hepatite misteriosa em crianças, agora, países da Europa confirmam casos de varíola de macaco em humanos.

A varíola dos macacos é uma zoonose viral que pode infectar seres humanos. Entre os sintomas, estão: febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo, principalmente as mãos e os pés.

Atualmente, cerca de 37 casos já foram confirmados e 71 seguem em investigação em países como Portugal, Reino Unido e Espanha. Na tarde desta sexta-feira (20), a Alemanha confirmou seu primeiro caso de infecção, que aconteceu em um brasileiro. Nesta semana também houve um caso confirmado nos Estados Unidos.

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A transmissão

Uma doença rara e que é, em geral, transmitida por via respiratória. A varíola do macaco, apesar de pouco frequente, é causada pelo vírus da varíola símia e pode acometer pessoas e desencadear sintomas como cansaço em excesso, dores musculares, além de feridas e bolhas na pele.

Especialistas alertam que diante de qualquer sinal de infecção pelo vírus a pessoa busque ajuda médica para que seja tratada devidamente e impedindo, inclusive, a contaminação de outras pessoas.

Segundo o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento“apesar do nome, os primatas não humanos não são reservatório do vírus da varíola. Embora o reservatório seja desconhecido, os principais candidatos são pequenos roedores como, por exemplo, esquilos nas florestas tropicais da África, principalmente, na África Ocidental e Central”, cita o guia médico.

O vírus também é transmitido pelos animais para humanos. Essa transmissão ocorre por meio de secreções fisiológicas. Já  a transmissão entre humanos é mais difícil. Ainda de acordo com o manual, o mais provável é quando há contato pessoal e direto prolongado.

Prevenção e tratamento

Autoridades e estudiosos da área de saúde afirmam que não existe um tratamento comprovado e seguro para a infecção provocada pelo vírus da varíola símia e os sintomas costumam desaparecer espontaneamente.

No entanto, alguns medicamentos costumam ser usados. É o caso dos antivirais tecovirimat, cidofovir e brincidofovir.

A vacina tradicional contra a varíola “pode ser usada tanto na pré como na pós-exposição e é até 85% eficaz na prevenção da varíola”, de acordo com a Agência da Segurança da Saúde do Reino Unido, onde sete casos foram detectados desde o início de maio.

“As pessoas vacinadas contra a varíola na infância podem apresentar uma doença mais branda”, complementou o órgão.

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Aviso

Este texto é de caráter meramente informativo e não tem a intenção de fornecer diagnósticos nem soluções para problemas médicos ou psicológicos. Em caso de dúvida, consulte um especialista antes de começar qualquer tipo de tratamento.

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