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Mommy burnout: o que é o esgotamento mental materno

O burnout é caracterizado pela sensação de tensão emocional, exaustão e estresse crônico desencadeados pelo acúmulo de funções

Cuidar dos filhos, da casa, trabalhar, cuidar de si mesma. Se você sente que muitas vezes parece impossível dar conta de tudo isso, que você tem ficado mais “esquecida” quanto as suas atividades e compromissos e, para completar, um sentimento de culpa terrível que toma conta de você, infelizmente, você pode estar sofrendo de um fenômeno chamado burnout materno.

O excesso de esgotamento emocional pode significar a síndrome de burnout materno. Ou mommy burnout, no inglês. O termo, emprestado do mundo corporativo, é utilizado para definir o cansaço e o estresse crônico de mães sobrecarregadas com as funções maternas, tarefas do dia a dia, vida social, entre outras coisas.

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Em uma entrevista ao jornal Correio Braziliense, a psicóloga Karla Sindeaux, do Instituto Meraki, explica que, apesar de a síndrome de burnout estar relacionada ao esgotamento profissional, a patologia é um distúrbio psíquico caracterizado pela sensação de tensão emocional, exaustão e estresse crônico desencadeados pelo acúmulo de funções.

“Essa classificação traz a doença como consequência do estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”, afirma a psicóloga ao revelar que não existe uma Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, mais conhecida como CID, para o burnout materno.

“Porém, a sociedade se transforma muito mais rápido que as classificações. Por isso, passou-se a chamar o esgotamento materno de burnout materno. Esse é um fenômeno antigo, mas as pessoas só estão nomeando agora. E nomear é importante para colocar as coisas em um contexto”, declara a pisicóloga.

Sendo assim, de acordo com Karla Sindeaux, o burnout materno pode ser caracterizado pelo estresse prolongado, relacionado não só aos cuidados maternos mas pela maneira como a mãe exerce as múltiplas obrigações nessa fase de vida, desde o nascimento até os 3 anos da criança, que é quando ela exige mais cuidados e dedicação. Além deste, outros sintomas da doença são:

  • sentimentos constante de culpa;
  • estresse relacionado a administração do tempo;
  • excesso de pessimismo;
  • exaustão, mesmo após um período de repouso;
  • sentimento de fracasso e impotência;
  • irritabilidade sem motivo aparente;
  • falta de interesse ou prazer em cuidar do filho;
  • baixa autoestima;
  • tristeza, medo e insegurança.

“Esses sentimentos podem parecer comuns na maternidade. A grande preocupação é com a intensidade e frequência com que eles aparecem”, explica Sindeaux. Outro problema é que muitas mães não sabem se e quando estão passando pela síndrome. Isso faz com que elas se sintam aprisionadas em um ciclo de culpa constante.

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