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Mulher com hemangioma na face recebe críticas desde criança: “me olham com medo e pena, mas amo meu rosto”

Em um relato inspirador, a nutricionista Daniela Heberle, de 24 anos, mostra que o amor-próprio é o mais importante na vida de uma mulher

Arquivo pessoal

A nutricionista Daniela Heberle, de 24 anos, fez um relato inspirador no site da Universa, do UOL. Ela relatou que nasceu com hemangioma na face, desenvolvido por uma falha no crescimento do feto, e que desde criança precisa enfrentar as críticas externas.

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“Minha infância foi bem complicada. E sabe o que é mais engraçado? Eu nunca me reconheci como alguém diferente, porque meus pais nunca me trataram assim, sempre me trataram como uma pessoa ‘normal’. O ano em que mais sofri bullying foi quando estava na terceira série. As crianças não queriam ser minhas amigas, não queriam chegar perto de mim e eu não tinha com quem fazer os trabalhinhos da escola. Elas não me evitavam por medo, mas viam que o resto dos colegas não se aproximavam e me deixavam excluída. Eu nunca tive facilidade para fazer amizades”, revela.

Daniela conta que até hoje precisa fazer terapia para lidar com os traumas na infância. “Até hoje não consigo superar algumas mágoas da infância e levo isso para a terapia. Por que as pessoas não pensam antes de falar? De vez em quando, estou em uma loja e tem quem fique ‘Meu Deus, o que aconteceu contigo? Tu caiu de moto? Tua cirurgia deu errado?’ Sou grossa na resposta, porque não gosto dessa abordagem”, explica.

Ela ainda revela que as pessoas pensam que seu hematoma está maior por falta de cuidado. As pessoas acham que, pelo tamanho do meu hemangioma, eu nunca tratei ele. E mesmo assim: caso eu nunca tivesse tratado, essa seria uma escolha minha. Quem tem esse problema, sabe que o tratamento não é fácil. Não é só tomar uma medicação e ficar bem. Acham que pode ser resolvido com uma plástica, mas é difícil, tem um pós-operatório complicado. Ninguém vê isso”.

Daniela decidiu fazer nutricionismo para ajudar mulheres a se livrarem dos padrões de beleza que a sociedade impõe a elas. “Sou feminista e só trabalho com pacientes mulheres justamente para empoderar outras pessoas, fazer com que elas se libertem do peso que é olhar a balança e se frustrar com o próprio corpo”.

“Se você perguntar como eu consigo amar a minha pele, vou te responder: do mesmo jeito que você se olha no espelho, que você se relaciona com a sua pele e que gosta da pele do teu rosto. É normal”, comenta.

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