Notícias

O relato emocionante de Zezé Motta que descoloniza a beleza

Em um relato emocionante, Zezé Motta fala sobre a importância de descolonizar a beleza em nosso país, visto que o padrão de beleza imposto aqui é totalmente europeu.

Quantas vezes você já se comparou as mulheres estampadas nas capas de revistas e ficou com baixa estima? O padrão de beleza imposto na mídia em geral tem um impacto preservo em nossa saúde mental. Só que isso não acontece somente conosco, meros mortais, mas também com as famosas.

Um relato da atriz Zezé Motta prova isso. Em um relato emocionante ela fala sobre a importância de descolonizar a beleza em nosso país, visto que o padrão de beleza imposto aqui é totalmente europeu.

“Eu tinha mil complexos na adolescência. Depois eu fiquei adulta, me fiz ficar mais jeitosa. Mas já estava com o discurso internalizado, já tinha entendido que a beleza, o belo, era uma coisa cultural no Brasil. A beleza era algo importado da Europa. As mulheres consideradas bonitas eram as loiras de olhos azuis. Também lembro que nos anos 70 você não precisava ser magérrima”, relata Zezé.

E continua: “Eu era magra, mas tinha coxona, bundona. E nos anos 70, essa questão do corpo não era tão extrema – você não tinha que ser esquelética. Hoje em dia eu vejo fotos de amigas, (risos), esqueléticas, e dizem que a fulana está com corpão. Eu fico ali procurando o corpão. Me parece ainda mais cruel. Mas é assim mesmo, os tempos mudam, os padrões mudam”.

Ela ainda comenta que hoje em dia é considerada uma gordinha.  “E aqui estou eu, com 76 anos e não vou ficar me privando de coisas para ficar magra porque já fui – chega, tá bom. Hoje estou muito mais preocupada com a minha saúde do que com a magreza. E para 76 anos, acho que estou dando para o gasto. Mas durante a minha adolescência – e início de juventude – eu queria muito ser aceita”, finaliza.

 

LEIA TAMBÉM

 

 

Tags

Últimas Notícias


LEIA TAMBÉM