Saúde e Bem-estar

O ‘burnout’ do autocuidado: quando o bem-estar se torna (também) uma competição

A busca pelo autocuidado tem ganhado cada vez mais espaço de debate público, mas é importante saber até que ponto ele realmente faz bem

O ‘burnout’ do autocuidado: quando o bem-estar se torna (também) uma competição

Se você é adepta das práticas de autocuidado, assunto tão em alta nos últimos tempos, já parou para pensar em algum momento se essas práticas não estriam te deixando sobrecarregada?

Muitas vezes iniciamos uma rotina de cuidados para nos curar de algo que não nos fazia bem ou um burnout, mas é preciso estar atento para não cair em um novo ciclo de sobrecarga e até mesmo de uma positividade tóxica ou obsessão.

Até as redes sociais podem ter uma grande responsabilidade nisso. A competição consigo mesma e com os outros, pode te levar a quadros de ansiedade e depressão para cumprir um “padrão” de vida.

“Quanto mais sobrecarregados e exaustos nos sentimos, mais devemos a nós mesmos a busca do ‘bem-estar’”, diz a jornalista de ‘The Atlantic’ Sophie Gilbert e finalista do Prêmio Pulitzer, em artigo em que denuncia justamente contra as máximas de autocuidado que inundam nosso dia a dia, principalmente no ‘feed’ das redes sociais.

A pandemia também nos trouxe uma nova perspectiva sobre o que consideramos ser o tal do “autocuidado”. Mas se comer aquilo que você gosta e assistir um filme no fim do dia é o que te deixa bem, faça.

Esqueça as cobranças para uma vida saudável que chegam a todo o momento nas suas redes sociais. Estamos saindo de um momento de muita complexidade emocional. Muitas pessoas ainda estão vivendo lutos, cada um tempo o seu tempo e processo.

“Em algum lugar ao longo do caminho, o que deveria nos ajudar a curar tornou-se uma obrigação”, diz Gilbert. “E o estresse gerado pela pandemia do coronavírus só exacerbou o que já estava acontecendo: o lento e imenso envenenamento lucrativo de algo que deveria ser uma cura.”

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Aviso

Este texto é de caráter meramente informativo e não tem a intenção de fornecer diagnósticos nem soluções para problemas médicos ou psicológicos. Em caso de dúvida, consulte um especialista antes de começar qualquer tipo de tratamento.

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