Saúde e Bem-estar

O que é ansiedade, quais são os sintomas e como procurar ajuda?

Em 2019, a OMS já estimava que quase 1 bilhão de pessoas viviam com algum transtorno mental, sendo que a ansiedade representava 31% desse total

ANÚNCIO

A ansiedade é um dos transtornos de saúde mental que mais aumentou em todo o planeta nos últimos anos, em parte devido à pandemia de covid-19. Apenas no primeiro ano da crise sanitária, a depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25%, segundo dados da OMS.

Mas o que exatamente é a ansiedade?

A American Psychological Association (APA) define a ansiedade como “uma emoção caracterizada por sentimentos de tensão, pensamentos preocupados e mudanças físicas, como aumento da pressão arterial”.

“Pessoas com transtornos de ansiedade geralmente têm pensamentos ou preocupações intrusivas recorrentes. Eles podem evitar certas situações de preocupação. Eles também podem ter sintomas físicos, como sudorese, tremores, tontura ou batimentos cardíacos acelerados”, detalha a APA em seu site.

Como reconhecer os sintomas da ansiedade?

Muitos dos sintomas de ansiedade são semelhantes aos de outros distúrbios físicos e mentais. Por isso, os especialistas sugerem atentar para a frequência e o contexto em que ocorrem algumas manifestações.

Segundo Fabiola Cuevas, psicóloga especializada baseada no México, relata em entrevista para a CNN En Espanhol, alguns desses sintomas são “pressão no peito, sensação de que não consegue respirar bem, mãos suadas, calor ou frio interno, coração acelerado, dor de estômago, dor de cabeça, tensão muscular, formigamento na pele, nas pernas e outras sensações extremas no corpo.

Em entrevista ao Encuentro Digital, na CNN, Cuevas explicou que essas manifestações ocorrem quando “nosso sistema nervoso está descarregando a adrenalina acumulada”.

“É algo que acontece no corpo, por preocupação ou paranoia. Mesmo que seja na mente, tem repercussões físicas”, destacou a especialista.

Como saber se estamos diante de um ataque de ansiedade e não de um transtorno diferente? “Normalmente aparece de repente, do nada. Essa é uma diretriz para detectá-lo”, disse Cuevas.

Às vezes, essas manifestações podem aumentar de intensidade e gerar medo de morrer, enlouquecer ou algo muito ruim acontecendo conosco. “Isso é um ataque de pânico. Um ponto máximo de manifestação de ansiedade”, explicou Cuevas.

O que podemos fazer para aliviar a ansiedade?

Existem algumas medidas que podemos tomar a médio e longo prazo. Mas também há coisas que podem ser feitas no momento em que o ataque de ansiedade está acontecendo.

“A primeira coisa a fazer é relaxar o estômago. Solte a tensão do ombro. Deixe fluir essa tempestade de sensações”, disse Cuevas.

“Seu corpo é seu aliado. Não lute. Está liberando a tensão acumulada”, explicou a psicóloga. Quem está com uma pessoa que está sofrendo um ataque de ansiedade pode ajudar dizendo “você está seguro”, segundo Cuevas, e também acompanhando o processo de respiração e relaxamento.

A respiração é essencial para relaxar o corpo e a mente.

Existem também alguns hábitos e medidas que podem ser incorporados para reduzir a ansiedade a médio e longo prazo.

Higiene do sono

“Dormir bem é fundamental e é a primeira coisa que é alterada pela ansiedade”, disse a psicóloga Fabiola Cuevas. Nesse ponto, ela recomendou manter uma boa “higiene do sono”. “Quando dormimos bem, vamos restaurar as funções do cérebro”, insistiu o psicólogo.

Natureza

O contato com a natureza também é um bom aliado na hora de diminuir a ansiedade. Interagir com seu animal de estimação ou fazer jardinagem são algumas das atividades que podem ajudar a acalmar a mente.

Segundo Cuevas, há estudos que comprovam que “em 10 minutos de contato com a natureza, o sistema nervoso começa a relaxar”.

Nesse sentido, o especialista sustentou que quem não pode ter acesso direto a um ambiente natural pode fazê-lo através de “áudio, vídeo” ou simplesmente “imaginar que está naqueles locais também pode ter efeitos positivos”.

Mas o mais importante, aponta Cuevas, é entender que “a ansiedade é apenas uma mensageira. Se ouvirmos essa mensagem, ficaremos bem.”

Onde pedir ajuda

A Associação Americana para o Estudo da Depressão e Ansiedade (ADAA) possui uma série de ferramentas projetadas para ajudar as pessoas que sofrem dessas condições.

Há vídeos instrutivos, grupos de apoio online e uma série de publicações acessíveis a quem precisa de ajuda.

Aqui no Brasil também é possível obter ajuda pelo Centro de Valorização da Vida, o CVV. O canal atente pelo telefone 188 ou pelo e-mail atendimento@cvv.org.br.

· · ·

+ SAÚDE E BEM-ESTAR:

As 5 melhores frases motivacionais que melhoram seu bem-estar todos os dias

Especialista da 8 dicas para ter uma boa saúde mental

· · ·

Aviso

Este texto é de caráter meramente informativo e não tem a intenção de fornecer diagnósticos nem soluções para problemas médicos ou psicológicos. Em caso de dúvida, consulte um especialista antes de começar qualquer tipo de tratamento.

· · ·

Siga e compartilhe

Você gostou deste conteúdo? Então siga a NOVA MULHER nas redes sociais para acompanhar mais novidades e ter acesso a publicações exclusivas: estamos no Twitter, no Instagram e no Facebook.

Aproveite e compartilhe os nossos textos. Seu apoio ajuda a manter este site 100% gratuito. Cada contribuição é muito valiosa para o trabalho da nossa equipe de redatores e jornalistas.

ANÚNCIO

Conteúdo patrocinado

Últimas Notícias

ANÚNCIO