Ex-presidente do Grammy acusa Academia por fraude nas indicações

O Grammy deste ano está dando o que falar

No próximo dia 26 a premiação acontecerá, mas não tranquilamente. Isso porque o que não faltam são acusações.

A última, por exemplo, envolve o nome da ex-presidente Deborah Dugan, que está em licença administrativa. Ela aproveitou a oportunidade para denunciar a academia por fraude nas indicações. Pois é… Mas não para por aí.

Segundo a Pitchfork, o advogado da ex-presidente denunciou corrupção, racismo e até abuso sexual dentro da Academia. De acordo com Deborah Dugan, os membros dos conselhos indicam pessoas nas quais têm alguma proximidade ou interesse profissional.

Ela ainda relatou que houve uma fraude na indicação de “Canção do ano”, no ano passado. Ariana Grande e Ed Sheeran foram os mais votados, mas foram ignorados e substituídos por outros.

Em resposta a acusação, a Recording Academy enviou uma nota para a Variety. Confira!

“É curioso que a Sra. Dugan nunca deixou claras essas graves alegações até uma semana depois que as queixas legais foram feitas contra ela pessoalmente por uma funcionária que alegou que a Sra. Dugan havia criado um ambiente de trabalho tóxico e intolerável e engajado em conduta abusiva e de bullying. Quando a Sra. Dugan falou sobre seus incômodos ao RH, ela especificamente instruiu o RH a ‘não fazer nada’ em resposta.

De qualquer forma, nós imediatamente iniciamos investigações independentes para rever tanto a potencial falha de conduta da Sra. Dugan quanto as subsequentes alegações. Ambas as investigações continuam em curso.

A Sra. Dugan foi afastada administrativamente apenas depois de oferecer seu posto e demandar US$ 22 milhões da Academia, que é uma organização sem fins lucrativos. Nossa lealdade sempre será aos 25 mil membros da indústria musical. Nós sentimos muito que a maior noite da música esteja sendo roubada deles devido às ações da Sra. Dugan e estamos trabalhando para resolver esta questão o mais rápido possível”.